Ex-alunos da ECOS marcam presença no Regiocom

18 11 2008

Eles marcaram época no curso de Comunicação Social da UCPel, que na época pertencia à Escola de Comunicação Social, carinhosamente conhecida como ECOS. Durante os seus oito semestres, no mínimo, do seu curso, eles participaram, estudaram, mas depois da tão esperada cerimônia de formatura, eles deixaram no prédio do Campus II saudades, lembranças e a foto num quadro de parede.

Mas quando podem eles voltam. Eles são os saudosos ex-alunos do curso. “Me sinto em casa quando volto aqui”, conta Rebeca Recuero, que é formada em Jornalismo há um ano. Para ela, a sensação é de como nunca tivesse saído do curo: “Tenho a mesma liberdade de falar com os professores, tirar as minhas dúvidas”.

Estudante de mestrado na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Rebeca considera ainda que a oportunidade de participar de um evento com o peso do Regiocom na sua “segunda casa” é muito importante. “É uma oportunidade muito grande de trocar conhecimento”, afirma.

Outro antigo estudante do curso de Jornalismo e Relações Públicas da ECOS se fez presente, e como coordenador de um painel. O jornalista Jorge Duarte, além de professor do programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Católica de Brasília, é assessor da secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. “Estou a 18 anos formado e vejo a evolução pela qual passou o curso”, conta Duarte.

“Estou feliz da vida de voltar para cá, nem que seja para visitar”, revela o assessor. Ele considera a qualidade dos professores que teve o diferencial da sua formação e fica satisfeito em ver que alguns deles seguem na ativa: “O curso pode não ter uma estrutura satisfatória, mas se os professores são bons, o conhecimento fica”.

A presença dos ex-alunos alegra a professora Margareth Michel, há 20 anos lecionando nas habilitações do curso de Comunicação Social. “Eles prestigiam a formação que receberam”, diz Margareth. Mas ela completa: “Mais alguns deles poderiam estar aqui”, dando um puxão de orelha nos ex-pupilos. Ela lembra também dos outros estudantes que hoje exercem papel de destaque no evento: os professores Antônio Heberlê, que coordenou o Regiocom, Fábio Souza da Cruz e Raquel Recuero, coordenadores de painel.





Visitantes recebem tarde diferente

18 11 2008

Uma tarde diferente aguardou os professores visitantes do 13º Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Um roteiro preparado pelo acadêmico do curso de Turismo da UCPel Gilson Lobo levou-os para conhecer os encantos da cidade que acolhe o evento.

As centenárias figueiras que embelezam as praias do Laranjal surpreenderam o assessor de comunicação da Embrapa Agroindústria de Alimentos, João Eugênio Diaz. “Nunca imaginaria que iria encontrar uma praia tão agradável aqui”, contou. Outro fato que chamou atenção de Diaz foi o fato das construções da cidade não serem muito altas: “Ainda podemos ver o horizonte”.

Para a colombiana Maria Patricia Téllez, estudante de doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o que mais chamou atenção foi a arquitetura da cidade. Os pontos turísticos chamaram atenção de Patricia foram a Catedral (“Santo Deus, muito bonita”, exclamou) e um aspecto do Mercado Público: as barbearias. “Parecia cenário de cinema”, finalizou.





Balanço do primeiro dia é positivo, segundo a organização

18 11 2008

As primeiras impressões e discussões do 13º Colóquio Internacional de Comunicação para o Desenvolvimento Regional foram muito positivas, segundo o coordenador local do evento, Antônio Heberlê. As discussões sobre as problemáticas do Mercosul e do papel da comunicação na construção de uma sociedade melhor tomaram conta do Auditório Dom Antônio Zattera, local das palestras, e das salas do Campus II da Universidade Católica de Pelotas, onde os grupos temáticos discutiam suas áreas de interesse.

Mesmo com um número reduzido de pessoas, comparado ao evento ocorrido no último ano, o Celacom, os assuntos compensaram, segundo Heberlê. “As discussões estão ótimas”, completou. A noite do Regiocom foi encerrada ontem após o primeiro painel do encontro, As Redes Públicas de Comunicação e a Integração Regional, coordenado pelo prof. Jairo Sanguiné Jr., diretor do Centro de Educação e Comunicação da UCPel.





“A palestra foi um resumo da minha vida”, conta o grande homenageado do evento

18 11 2008

Um clima de nostalgia tomou conta do Auditório Dom Antônio Zattera, agora pela manhã, no Regiocom 2008. O motivo: a palestra do grande pesquisador Juan Diaz Bordenave. A partir do relato das suas vivências, o professor falou dos desafios da comunicação para o desenvolvimento regional.

A maneira com a qual Bordenave chegou a comunicação com certeza contribuiu para a diferenciada visão que ele trouxe para o jornalismo rural, área na qual o pesquisador é especialista. Proveniente da área da Agronomia, ele chegou ao setor de informação do Ministério paraguaio da Agricultura pelo gosto de escrever. O incentivo para chegar lá foi do pai, que pensava ser desperdício do conhecimento do filho, passar a vida inteira em um longínquo rincão do Paraguai.

A grande revolução no seu pensamento foi através de Paulo Freire, que propôs um modelo dialógico, participativo, de extensão rural. A participação do povo como protagonista do processo de conhecimento foi o diferencial que levou o pesquisador a criar as suas teorias na área.

“A comunicação tem que partir da comunidade”, afirmou o professor durante sua palestra. O processo de democratização da comunicação foi destacado também pelo professor, em entrevista, após o término da sua palestra. Embora já tenha 40 anos de trajetória profissional, ele considera que a vida é um constante aprendizado: “As novas idéias vem constantemente”, revelou.





A cultura invade a Praça

4 11 2008

Mais de 100 mil pessoas devem comparecer à festa da literatura pelotense, a 36ª Feira do Livro

As alamedas reformadas da praça Coronel Pedro Osório estarão recheadas de romance, aventura e, por que não, ciência a partir da próxima sexta (31). Quando os pássaros, as árvores e os prédios históricos da região ouvirem os badalares do sino do patrono Lino de Jesus Soares, estará aberta a 36ª edição da festa da literatura pelotense: a Feira do Livro.

“A praça fica embebida em cultura”, diz Mogar Xavier, secretário de Cultura de Pelotas. Os grandes protagonistas da festa ocuparão grande parte das 8 ruelas que ligam o resto da cidade à Fonte das Nereidas. Um mar de livros de todos os estilos e para todas as idades disputarão a atenção das mais de 100 mil pessoas esperadas para esta edição.

Para aquelas pessoas meio loucas (é, as que não gostam de livros!), o caminho até a praça não será em vão. A programação cultural da Feira está repleta de atrações para todos os gostos. O tradicional espaço da Praça de Alimentação estará com as suas três horas, no mínimo, de shows diários. O estande da Bibliotheca Pública espera o público com mostra de saraus, curtas-metragem e outras expressões culturais. E o Theatro Sete de Abril não assistirá do outro lado da rua à programação: praticamente no final da Feira, o espaço receberá a Mostra de Teatro de Pelotas.





A desacelaração da locomotiva

4 11 2008

Como uma locomotiva que perde ritmo e faz com que toda a composição entre em desaceleração: assim o mundo está reagindo à grave crise que trouxe a economia da maior potência do globo de volta ao noticiário econômico. A abundância de crédito irresponsável colocou os Estados Unidos diante do fato histórico que mais o apavora: o crack da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929.

Os pregões americanos entraram em queda livre, tanto o tradicional índice Dow Jones quanto o tecnológico Nasdaq, e puxaram consigo as bolsas do mundo inteiro. Como a grande parte dos negócios ao longo dos cinco continentes é baseada nas relações comerciais com a potência, uma onda, ou melhor, uma tsunami abalou o cenário econômico mundial.

Para evitar a quebradeira geral, os governos europeus lideraram uma ajuda em massa para os bancos em crise, seguida por diversas outras nações. Ao comprar os títulos podres, ou seja, aqueles sem garantia de pagamento, os Estados tornaram-se sócios dos bancos, para que, depois que chegar, e se chegar, o fim da crise, aos poucos saiam de cena, após o pagamento da dívida.

A medida acalmou o famigerado mercado financeiro e trouxe de volta as altas para as bolsas de valores. Entretanto a pergunta que fica é: até quando?

E o Brasil, como fica nessa?

Embora o presidente Lula diga que o tsunami da crise vai passar feito uma marolinha pelo mercado brasileiro, alguns fatores podem trazer preocupação para o investidor brasileiro, mas também para a Dona Maria, dona-de-casa que tem medo que a crise afete o orçamento mensal.

A economia do Brasil é muito dependente da exportação, especialmente das commodities, matérias-prima para outros produtos. Como a produção mundial de qualquer produto foi afetada pela crise, as matérias-prima tiveram uma forte queda nos preços, afetando diretamente as empresas brasileiras. Além disso, com o aumento do dólar, alguns produtos necessários na mesa das famílias terão possível alta. É o caso do pão e da massa, que tem sua produção atrelada ao trigo argentino, vendido na moeda americana.





Forças da noticiabilidade

3 11 2008

Itaú e Unibanco anunciam fusão e criam maior grupo financeiro do Hemisfério Sul

Há duas grandes forças presentes na notícia: a social e a histórica.

A partir da fusão dos dois bancos, será criado um grande conglomerado financeiro. Nunca na história do Brasil, um banco figurará entre os 20 maiores do mundo. Daí a importância do fator histórico da notícia. O ineditismo presente no fato de duas das maiores instituições brasileiras estarem juntas a partir de agora, colocando-a frente ao maior banco durante toda a história do país, o Banco do Brasil, também traz mais um empurrão histórico para a matéria.

Já a força social surge dos possíveis efeitos que a tal fusão trará para o cidadão comum. Aumento de taxas, menos concorrência entre os bancos, fatores que podem colocar os clientes das instituições em um momento de incerteza. E não são poucas as pessoas que têm conta e aplicações no Itaú e no Unibanco.

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Embora a Teoria do Gatekeeper possa dominar as rotinas produtivas das redações de jornalismo impresso, o terreno infinito da internet permite que as notícias possam ser publicadas à medida que aconteça. O destaque para esta ou aquela informação vem pela Teoria das Forças, que assume na internet um papel maior do qual tinha nos jornais, à primeira vista. Entretanto, as notícias que mais possam interessar o conglomerado responsável pelo portal jornalístico ainda assumem um local de destaque. Mas com o surgimento das ferramentas open-source, as notícias passam a ser mais importantes de acordo com as forças que estão presentes em si.





Orkut exclui perfis políticos

3 11 2008

Candidatos a prefeito e vereador dos municípios brasileiros perderam um grande aliado na sua campanha. Não, nenhum conchavo político os prejudicou. Apenas a arcaica lei eleitoral brasileira, que preza pela igualdade de oportunidades na campanha. Graças a ela, os concorrentes têm limitadas utilizações dos espaços online para expor suas propostas e ganhar alguns votos.

A rede social mais popular entre os brasileiros, para evitar possíveis envolvimentos judiciais, restringiu condutas aos seus usuários. Em seu blog oficial, o Orkut publicou proibições como propaganda direta no perfil, considerada “um convite para votar no candidato”.

Perfis chegaram a ser excluídos da rede por causa de denúncias de usuários. Os problemas mais freqüentes foram dos próprios candidatos, que utilizaram sua página pessoal como seu veículo online. A lei eleitoral permite apenas sites registrados no TRE e com domínio “.can.br”, ou seja, de concorrentes ao pleito.