Na companhia do Minuano – Atividade 6

26 08 2008


O jeito de ser gaúcho foi traduzido em diversos poemas, ao longo dos anos. Diversos músicos trouxeram para as melodias campeiras as histórias, os anseios e o perfil dos moradores dos pagos do sul.

Porém foram poucos autores que conseguiram traduzir nos textos da prosa aquele povo que é admirado Brasil afora, mesmo que secretamente. O talento desse homem, nascido em Passo Fundo, terra que, de acordo com a tradição do estado, é a origem do mais gaúcho dos gaúchos, fez com que a alma dos gaúchos fosse trazido para as palavras. Talvez essa origem passofundense o fizesse ver com profundidade a alma desse povo heróico e guerreiro, que se orgulha não da conquista, mas sim da luta.

Na sua trilogia literária, um dos livros mais importantes da história da literatura brasileira, esse gaúcho trouxe a grandeza dos gaúchos para as prateleiras de leitores do Brasil e do mundo. Descrevendo a formação de uma vila no planalto médio, descreveu a formação de uma nação feita em estado.

O Tempo e o Vento traz na suas entrelinhas o orgulho de ser gaúcho, mas também uma crítica a esse povo. Mostra como o tempo e o vento, nossos companheiros constantes, para nós, também moradores desses pagos, fazem parte da nossa vida e da nossa personalidade. Além disso tudo, mostra o papel da mulher, que assim como retratada em outras obras que tratam da nossa gente, é forte, espera, sempre ouvindo o passar o tempo e o passar do vento.





A manobra dos patrões e a reação dos empregados – Atividade 5 [3]

26 08 2008

por Thiago Araújo

O que está por trás de um simples recurso extraordinário existente na mesa dos meretíssimos ministros do STF?

Alguns podem dizer que é apenas uma simples obtenção de registro profissional.
Outros podem dizer ainda que é uma manobra para desregulamentar inteiramente uma profissão.

Mas o que é facilmente visto é a mobilização de um sindicato patronal pela desqualificação dos serviços prestados à sociedade. A ação da consultora de moda Mariza de Toledo em busca do seu “MTb”, apoiada pelas empresas de Rádio e TV do estado de São Paulo, que concentram as grandes emissoras de radiodifusão do Brasil, pode resultar no retrocesso a uma data em 1963, quando os jornalistas brasileiros conquistaram a necessidade da formação profissional da classe.

A necessidade do diploma se traduz na discussão acadêmica das práticas profissionais; de jornalistas que não saem de uma indústria técnica, que apenas os ensina o lidezão e algumas maneiras de empostação de voz para rádio e postura para TV. Os estudantes que buscam as universidades atrás de um curso superior não querem apenas um curso profissionalizante, mas sim uma discussão daquela que será sua atividade por no mínimo 30 anos do seu futuro e que acompanha a sociedade no seu dia-a-dia, dentro das informações que o cidadão recebe nos seus jornais, rádios, TVs, computadores.

Não é à toa que centenas, milhares de estudantes e profissionais saem as ruas nas semanas de luta de defesa do diploma, afinal não é apenas a profissão deles que está em risco, é a qualidade da informação que chega às casas de todos os brasileiros. É uma boa oportunidade também para essa sociedade que recebe passivamente todo o tipo de informação, por todos os lados da sua vida, repensar e passar a olhar com um filtro crítico tudo aquilo que é colocado à sua frente como verdade.





Jornalistas voltam a lutar pela formação – Atividade 5 [2]

26 08 2008

A classe dos jornalistas novamente entra na luta pela obrigatoriedade da formação universitária na área. Um recurso extraordinário, movido pelas empresas de Rádio e TV do estado de São Paulo, busca reverter o artigo da Lei de Imprensa que regulamenta a profissão.

Os protestos intensificaram-se na semana de 11 a 17 de agosto, quando jornalistas e estudantes uniram-se em protestos em todo o Brasil. Entidades como a Federação dos Jornalistas (FENAJ) e os sindicatos regionais apoiaram as iniciativas.

Estopim
A mobilização dos profissionais é resposta ao recurso extraordinário, prestes a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Movida por uma consultora de moda que desejava ser obter registro de jornalista, a ação busca deixar desnecessário o curso superior de jornalismo para exercício da profissão, pré-requisito conquistado com a Lei de Imprensa, de 1963.





STF está prestes a julgar recurso que desregulamenta profissão de jornalista – Atividade 5 [1]

26 08 2008

O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta semana um Recurso Extraordinário que, se aprovado, permite que a profissão de jornalista seja exercida por pessoas sem a formação com curso superior na área. O pedido foi feito pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do estado de São Paulo, que reúne algumas das maiores empresas de comunicação do Brasil.

O processo foi iniciado pela consultora de moda Mariza de Toledo, que não contente em publicar uma coluna em um jornal como colaboradora, gostaria de ser reconhecida como jornalista pelo Ministério do Trabalho, fato que não é possível na legislação brasileira. O exercício da profissão de jornalista é restrito aos portadores de título superior na área.

Entidades representativas da área, como os sindicatos locais de jornalistas e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), além dos estudantes do curso, organizam mobilizações em diversos locais do Brasil, protestando contra a possível decisão favorável à desregulamentação da profissão. Os protestos foram concentrados na chamada “Semana Nacional de Luta”, que aconteceu de 11 a 17 de agosto.





Alunos do Jornalismo da UCPel preparam protesto contra fim do diploma – Atividade 4

15 08 2008


Alunos do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas preparam protesto contra adesregulamentação da profissão de jornalista. O recurso, prestes a ser votado pelo Supremo Tribunal Federal, se aprovado, tirará a necessidade de diploma de curso superior na área para a prática do jornalismo. O protesto acontece na próxima quarta-feira (13), no calçadão da rua Andrade Neves, em Pelotas.

O protesto do futuros jornalistas será feito em forma de caminhada. Munidos de faixas, apitos e faixas, os estudantes distribuirão “diplomas” para as pessoas que transitarem próximos à mobilização, dizendo, de acordo com a presidente do Diretório Acadêmico do curso, Reizel Cardoso, “qualquer pessoa pode ser jornalista, sem o diploma”. Após o ato, os alunos irão até o Fórum da comarca de Pelotas entregar um abaixo-assinado contra o recurso.

A mobilização dos estudantes entra em consoância com os demais protestos no resto do Brasil, que serão realizados no mesmo dia. Já em 2005, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) enviou carta à sociedade brasileira, defendendo a necessidade do diploma para exercício da profissão. O recurso extraordinário foi pedido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do estado de São Paulo, que reúne várias das maiores empresas de comunicação do Brasil.





Um Big Brother sem mp3 e DivX – Atividade 3 [3]

15 08 2008

Uma possível mordaça eletrônica paira como fantasma sobre os usuários brasileiros

por Thiago Araújo

A internet brasileira nunca será a mesma se for aprovado o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tipifica os crimes na rede. Assistir a uma série junto com o seu lançamento nos EUA, fazendo um download através de torrents? Acho que não. Baixar uma musiquinha? Nem pensar. Todas essas atividades corriqueiras na vida de quem vive na rede estarão condenadas, afinal elas são trocas de informações sem consentimento do dono dos direitos autorais.

- Projeto de lei que cria cibercrimes é aprovado no Senado
- Blogueiros e usuários de internet protestam contra lei dos cibercrimes

Agora transformar a sua vida em um Big Brother virtual? Ah, isso sim será possível. Os provedor de acesso serão obrigados a guardar em seus bancos de dados todos os acessos dos internautas do Brasil inteiro. Todas as informações de quem-acessou-o-quê-de-tal-lugar serão armazenadas para um possível uso judicial. Claro que não se sabe se ninguém mais terá acesso, mediante a um pequeno valor, para saber de todos os seus hábitos de visita na internet.

Claro que crimes como estelionato virtual, disseminação de vírus e práticas hacker serão tipificadas como crime. Pelo menos, na teoria, estaremos livres de códigos maliciosos invadindo os nossos ambientes virtuais. Alguns avanços (teóricos) dentro de um grande retrocesso.





Blogueiros e usuários protestam contra lei dos cibercrimes – Atividade 3 [2]

15 08 2008

Uma série de protestos mobilizou os blogueiros e usuários mais assíduos da rede. São mais de 36 mil postagens referentes ao polêmico projeto de lei do senador Eduardo Azeredo que tipifica e prevê punições para diversos cibercrimes. Embora a iniciativa possa parecer louvável, a matéria pede o armazenamento dos acessos dos usuários, criando uma espécie de “Big Brother” virtual.

- Projeto de lei que cria cibercrimes é aprovado no Senado
- Artigo: “Um Big Brother sem mp3 e DivX”

Embora traga avanços na área de tipificação de crimes como a distribuição de vírus, estelionato virtual e acesso a conteúdos de pedofilia, a possível lei também fará irregular a troca de informaçõesAgência Estado protegidas por direitos autorais. Na prática, isso tornaria crime práticas como o download de músicas e vídeos, comum entre os usuários de internet.

O PLC 89/2003 vem sendo chamado de AI-5 virtual, referência ao ato institucional do regime militar no Brasil que deu plenos poderes aos militares no poder. De acordo com a professora Raquel Recuero pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas na área de comunicação pela internet, em seu blog, a abertura de vários dos tipos de crimes da nova lei poderiam levar a interpretações equivocadas e potencialmente danosas para o cidadão comum.

Os protestos seguem através de selos nos sites e blogs e também em um abaixo assinado virtual contra o projeto, que já conta com mais de 100 mil assinaturas.





Projeto de lei que cria cibercrimes é aprovado no Senado – Atividade 3 [1]

15 08 2008

Um projeto de lei criado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), reunindo propostas de três outros que estipulavam vários crimes a serem cometidos na internet, foi aprovado ontem pelo Senado Federal.

- Blogueiros e usuários da internet protestam contra lei dos cibercrimes
- Artigo: “Um Big Brother sem mp3 e DivX”

Entre as práticas que podem ser consideradas crimes estão a pedofilia e estelionato virtual. Condutas difusão de código malicioso (vírus e similares), falsificação de dados, discriminação e invasão de sistemas também serão punidas. A pena máxima para os crimes é de 4 anos de prisão.

O PLC 89/2003 toca ainda em vários pontos que desagradam os usuários da internet, como o compartilhamento de arquivos protegidos por direitos autorais, como por exemplos softwares, vídeos e músicas.

Outro ponto polêmico criado pelo projeto é o do armazenamento das informações dos usuários, a ser feito pelos provedores de acesso à internet. Todos os acessos, o endereço de IP (número que identifica cada computador), o endereço e o horário em que foram feitos, serão guardados por um prazo de três anos.

Aprovada no Senado, a matéria passa agora para votação na Câmara dos Deputados.





Comunicação Social da UCPel prepara evento internacional – Atividade 2

7 08 2008


O curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) traz para Pelotas, em novembro, um dos maiores eventos da área no Brasil, o Colóquio Internacional de Comunicação para Desenvolvimento Regional (Regiocom), que chega a sua 13ª edição em 2008. O evento faz parte das comemorações dos 50 anos do curso de Jornalismo da Universidade.

O Regiocom 2008 trará como temática principal a comunicação na região do Mercosul, trazendo em seus painéis e grupos temáticos assuntos relevantes ao tema, como a aplicação das novas tecnologias da informação nas mídias. Serão três dias de evento, de 12 a 14 de novembro, em diversos locais da Universidade Católica de Pelotas.

Para o professor Antônio Heberlê, coordenador regional do evento e professor do curso, o evento servirá para os estudantes entrarem em contato com os teóricos que estudam em sala de aula: “Um grande enriquecimento intelectual”, diz.

Comunicação Regional
O Regiocom é um congresso organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), em parceria com a Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. Realizado a cada ano em um local diferente do Brasil, o Regiocom procura abordar temas que ajudem a desenvolver uma cultura regional na área de comunicação.

Links externos:
Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação
Cátedra Unesco/Metodista de Comunicação para Desenvolvimento Regional
Programação preliminar do evento